O FANTÁSTICO MUNDO DA GENÉTICA HUMANA!!

NOVGEN

 

No dia 08 de dezembro de 2020, foi publicado na Revista THE LANCET o estudo sobre a vacina de Oxford (ChAdOx1 nCoV-19) contra o novo coronavírus que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave Coronavírus 2 (SARS-CoV-2). 

A vacina ChAdOx1 nCoV-19 foi avaliada em quatro fases nos países Inglaterra, Brasil e África do Sul. Até o momento, a vacina mostrou eficácia de 70,4%, após a administração de duas doses, e proteção de 61,1%, após pelo menos uma dose padrão, contra doença sintomática, sem nenhum evento adverso. 

Ainda não foi possível avaliar a duração da proteção da vacina, visto que os primeiros estudos foram iniciados em abril de 2020 e todos os episódios da doença ocorreram dentro de seis meses após a primeira dose ser administrada. 

O estudo mostrou que a vacina de Oxford tem um perfil de segurança aceitável e foi considerado eficaz contra à COVID-19 sintomático nesta análise das fases clínicas em andamento. 

Em São Paulo, os testes estão sendo conduzidos pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desde o mês de Junho e segue com ampliação do número de voluntários na participação. 

Apesar de tantos avanços, reiteramos a importância do distanciamento social e uso de máscara enquanto a população não é largamente vacinada. 

Para saber mais, leia o artigo na integra acessando o link: https://www.thelancet.com/lancet/article/s0140-6736(20)32661-1

  O mês de novembro é tido como o mês da conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do Diabetes Mellitus (DM) do tipo 2, sendo, o dia 14 de novembro considerado, pela Federação Internacional de Diabetes e Organização Mundial da Saúde, como o dia mundial do Diabetes.

  A DM tipo 2, ou esporádica, é uma patologia que se caracteriza pela não produção da insulina ou pela produção insuficiente desse hormônio, produzido pelas células beta do pâncreas, as quais controlam a quantidade de glicose no sangue.

  Embora a DM tipo 2 sofra influência genética, os fatores ambientais e estilo de vida têm grande interferência na expressão clínica da doença. Vale ressaltar que grande parte dos fatores de risco são controláveis, como por exemplo, sobrepeso, tabagismo, vida sedentária, dieta altamente calórica, pressão alta, níveis elevados de colesterol e triglicerídeos no sangue. É uma doença que afeta a maioria dos adultos, e pode ser controlada com atividade física e alimentação saudável, a depender da gravidade. Em alguns casos, é necessário o uso da insulina sintética e/ou outros medicamentos para o controle. Portanto, a prevenção está vinculada a práticas comportamentais, como manter o peso adequado, não fumar e atividade física regular.

  Os sintomas mais comuns da DM tipo 2 são infecções frequentes; demora na cicatrização de feridas; visão embaçada; formigamento nos pés; urinar com frequência; fome e sede constantes. Na presença desses sintomas é importante visitar um médico.

  Três exames são importantes no diagnóstico: glicemia de jejum; hemoglobina glicada e curva glicêmica. 

  Uma curiosidade é que afrodescendentes, asiáticos, hispânicos e indígenas apresentam risco maior de DM tipo 2 que os brancos.

Serviços relacionados ao Diabetes:

- Centro de Diabetes da UNIFESP-SP - Rua Estado de Israel 639 Vila Clementino, SP. Funciona em tempo integral, com a participação de alunos da graduação (curso médico e de enfermagem da UNIFESP), residentes e pós-graduandos.

Sites relacionados ao Diabetes, acesse:

- Sociedade Brasileira de Diabetes: https://www.diabetes.org.br/publico/

- OPAS Brasil: https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=394:diabetes-mellitus&Itemid=463

- Caderno de Atenção Básica - Diabetes mellitus: https://bvsms.saude.gov.br/.../estrategias_cuidado_pessoa...

Para saber mais, acesse: no Facebook @clubesaber e no Instagram @clubedosaber, @lacpfunifesp e @ledunifesp 

Hoje trazemos uma dica de evento para os amantes da genética!

A Associação Brasileira de Terapia Celular e Gênica (www.abtcel.org.br) e a Sociedade Americana de Terapia Gênica e Celular (www.asgct.org) realizarão o primeiro Webinar Internacional em 2 de dezembro de 2020, das 14h às 18h no horário de Brasília.

O tema do Webinar é: Advancing Clinical Research of Gene Therapies in Brazil.

A inscrição é gratuita e os participantes receberão um certificado de participação.

O link para inscrição é: www.asgct.org/Brazil

  No dia 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. Neste post, será abordado o     Diabetes Mellitus tipo 1.

  O Diabetes Mellitus (DM) tipo 1 é mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens, acometendo entre 5 e 10% do total de pessoas com a Diabetes. No DM tipo 1, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta pancreáticas e assim, pouca ou nenhuma insulina é liberada pelo pâncreas, ficando a glicose livre no sangue.

  O diagnóstico pode ocorrer na infância, adolescência ou até os 25 anos, tendo como tratamento planejamento alimentar; atividade física, e uso diário de insulina injetável, os quais ajudam no controle glicêmico sanguíneo.

  O DM tipo 1, em alguns casos, é classificado como MODY (do inglês Maturity Onset Diabetes of the Young, OMIM, # 606391), um tipo raro de diabetes com etiologia genética, devido a alterações (mutações) em poucos genes importantes para o funcionamento normal das células beta-pancreáticas. Nas famílias que apresentam indivíduos com DM tipo MODY, é comum observar, pelo menos, três gerações com indivíduos diabéticos. O diagnóstico clínico é feito a partir de exames laboratoriais e a confirmação diagnóstica e etiologia são complementadas por exame genético molecular, o qual indicará se ao menos um desses genes estão mutados. Este resultado pode orientar o melhor tratamento para cada paciente.

Serviços relacionados à Diabetes:

- Centro de Diabetes da UNIFESP-SP: Rua Estado de Israel 639 Vila Clementino, SP. Funciona em tempo integral, com a participação de alunos da graduação (curso médico e de enfermagem da UNIFESP), residentes e pós-graduandos.

Sites relacionados ao Diabetes Familial tipo MODY, acesse:

- Clube do Diabetes:

https://clubedodiabetes.com/2018/10/conheca-o-diabetes-mody/

- Sociedade Brasileira de Diabetes:

https://www.diabetes.org.br/.../Posicionamento_Jovem19...

- OMIM:

DM tipo MODY (OMIM, #606391) https://omim.org/entry/606391

Genes envolvidos:

HNF4A (OMIM, #600281) https://omim.org/entry/600281

GCK (OMIM, #138079) https://omim.org/entry/138079

HNF1A (OMIM, #142410) https://omim.org/entry/142410

PDX1 (OMIM, #600733) https://omim.org/entry/600733

TCF2 (OMIM, #189907) https://omim.org/entry/189907

NEUROD1 (OMIM, #601724) https://omim.org/entry/601724

-Sociedade Brasileira de Diabetes: Diabetes tipo 1

https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes-tipo-1

Para saber mais, acesse: no Facebook @clubesaber e no Instagram @clubedosaber, @lacpfunifesp e @ledunifesp

Novembro é o mês de celebrar mundialmente a campanha sobre a promoção da Saúde do Homem e da Mulher Trans e consequemtente a prevenção do Câncer de Próstata. 

O Câncer de Próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens. É caracterizado por um crescimento descontrolado de células formando tumores malignos na próstata. Dentre os fatores de risco estão: idade avançada acima dos 65 anos; excesso de gordura corporal, e familiares com câncer de próstata antes dos 60 anos. 10% dos casos de cânceres de próstata são devido aos fatores genéticos. Entretanto, genes associados à predisposição ao Câncer de Próstata permanecem desconhecidos.

Na fase inicial, o Câncer da Próstata tem evolução silenciosa. Os sintomas geralmente são dificuldade de urinar ou necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite. Na fase avançada, pode provocar dor óssea e quando mais grave, apresenta infecção generalizada ou insuficiência renal. A detecção pode ser feita pelos exames clínicos, laboratoriais ou de imagens periodicamente. 

O tratamento de Câncer de Próstata é de acordo com o estadiamento da doença e deve ser direcionado e individualizado para cada caso e só deve ser definido após diálogo entre a equipe médica e o paciente, esclarecendo os riscos e benefícios de cada tratamento. 

 

Sites relacionados ao Câncer de Próstata, acesse:

-Instituto Nacional de Câncer: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-prostata

-Programa Nacional de Controle do Câncer da Próstata: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cancer_da_prostata.pdf

 

Para saber mais, acesse: @clubesaber aqui no Facebook (https://www.facebook.com/clubesaber) e @clubedosaber no instagram (https://www.instagram.com/clubedosaberunifesp/)

 

Bibliografias consultadas:

  1. Tipos de câncer. Câncer de Próstata. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-prostata
  2. Causas do Câncer de Próstata. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/causas-do-cancer-de-prostata/5851/1130/
  3. Heise M, Haus O. Dziedziczny rak gruczołu krokowego [Hereditary prostate cancer]. Postepy Hig Med Dosw (Online). 2014 May 27; 68:653-65. Acesso em 22 de outubro de 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24864115/
  4. Heidegger I, Tsaur I, Borgmann H, Surcel C, Kretschmer A, Mathieu R, Visschere P, Valerio M, van den Bergh RCN, Ost P, Tilki D, Gandaglia G, Ploussard G; EAU-YAU Prostate Cancer Working Party. Hereditary prostate cancer - Primetime for genetic testing? Cancer Treat Rev. 2019 Dec; 81:101927. Acesso em 22 de outubro de 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31783313/
 

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